quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pensamento Do Dia


" De tudo ficam tres coisas:

A certeza de que estamos sempre começando.
A certeza de que é preciso continuar.
A certeza de que podemos ser interrompidos, antes de terminar...

Façamos da interrupção um novo caminho,
Da queda um passo de dança,
Do medo uma escada,
Do sonho uma ponte,
E da procura...
Um encontro!"

Fernando Pessoa.

Salada Da Fádua

A salada que vou sugerir hoje, é uma refeição completa, muito apropriada para o verão.
É simplesmente uma delícia.
A montagem é diferente das saladas normais, é servida em pedaços, pois a base é feita de crepe (panqueca).

MASSA PARA O CREPE:
01 ovo.
01 copo de leite
01 copo raso de farinha de trigo.
01 pitada de royal.
01 colher de sobremesa de manteiga (derretida)
pitada de noz moscada.
sal a gosto.
folhas de salsinha (para a massa ficar esverdeada)
Se achar que está muito grossa, é só colocar mais leite.
Faz os discos como panqueca. (reservar) . Caso tenham dificuldade em fazer a massa, é só comprar pronta no mercado ou rotisseria .

RECHEIO:
alface americana cortada não muito fina.
peito de perú cortado em tirinhas.
tomate ( sem sementes ) cortado em quadradinhos.
cenoura ralada em lascas.
acelga cortada fininha.
queijo cottage, ou ricota, ou outro de sua preferência.
batata palha.
queijo parmesão ralado em lascas .

MOLHO :
02 xícaras ( chá) de maionese.
1/2 xícara (chá) de água filtrada. ( ou mais dependendo da cremosidade que quiser).
1/2 xícara (chá) de folhas de hortelã. (ou mais se preferir mais acentuado).
suco de 1/2 limã0.
01 dente de alho. ( ou mais se preferir mais acentuado).

MONTAGEM:
Em um prato redondo grande, disponha os crepes, sobrepondo de forma a se parecer com uma estrela.
Regue com o molho.
Coloque as camadas das folhas (alface e acelga).
Coloque os tomates e a cenoura.
Regue com o molho.
Coloque o peito de perú.
Salpique a azeitona e o queijo.
Novamente os crepes, regar com o molho...e repete as camadas.
A quantidade de camadas fica a critério . Dar uma apertada para
compactar um pouco, facilitando o corte .
A última deve ser de recheio ( geralmente as folhas ) temperadas e
salpicadas com batata palha e o queijo parmesão ralado em lascas.


OBS: Os recheios podem ser variados , aqui vão algumas sugestões :
- outras folhas, pepino japones em cubos, varios tipos de queijo, crotons,
palmito em rodelas finas, carpachio, alcaparras, champignon,
broto de bambú, enfim o que a imaginação permitir e o paladar aceitar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quem Sou Eu

Gente,
acho que a moda pegou, ganhamos mais um Quem Sou Eu!!!
U-huuu...
Mas esse é diferente de todos, pelo simples fato de que a autora é a Bibi (Beatriz), que tem apenas 9 aninhos, mas já é uma mocinha muito esperta, carinhosa, fofa e muuuuuito amiga!!!
Ela aderiu ao blog, tanto que esta em 1º lugar no "top comentaristas"... é uma graça!!!
Amamosssss muito ela... bom vamos ao texto vai... rsrsrs...

sou paz
sou da felicidade
sou cheia de amigos
sou raivosa na hora que precisa
sou linda
sou feia quando acordo
mais sou linda quando me arrumo
sou chocolate
sou doce
sou pao sou batata
sou inverno mais agora sou calor
sou amigos do peito
nao sou doenças
nao sou ingesao
mais sou um pouco de remedio
tenho mãe pai
tenhos avos e avos
sou fa das amélias e da minha mãe
da dança sou jazz
da musica sou o teclado
dos idiomas sou ingles
dos animais sou o cachorro
do mc donald sou o mc duplo
dos homens sou meu pai
e das mulheres sou minha mãe.

Não querendo tirar o ar da graça, enquanto a idade "ainda permite", poupei a correção das palavras!!!
Obrigada Bibi...
Ficou lindo!!!

Beijos
Clarinha.

Ideia original inspirada no blog das "Meigas" http://eusousensívelsim.blogspot.com/

Tudo Mentira


Esse texto tem muito a ver com a proposta inicial do nosso blog .
Essa correria e esse dilema que nós, mulheres, vivemos.
Trabalhar e não ter filhos... trabalhar e não vê-los crescer... não trabalhar.... .trabalhar e tentar conciliar tudo isso buscando a perfeição ... tentar ser super mulher.!

"Quantas mentiras nos contaram;"

foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada , incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.

Uma das mentiras é a de que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante. É muito simples: não podemos.

Não podemos quando você se dedica de corpo e alma ao seu filho recém-nascido que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome.

Não dá para estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher : a de amante .
Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía da Guanabara ,se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova .

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas ao forno com uma batatinha cozida "al dente", acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer (sem esquecer as flores e as velas acesas).

Ah, quanta mentira.

Outra grande, diz respeito à mulher se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões .

Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida .

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro .


Tempo para hidratar os cabelos, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, fazer as unhas, depilação. E dinheiro para tudo isso. É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour .


Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido. Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender porque elas estão agressivas, porque o rendimento escolar está baixo .


E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver. Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão .



Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade.Impossível, eu diria .

Parabéns para quem consegue fingir tudo isso.




Danuza Leão.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Meu Divã

Hoje uma colega de trabalho recebeu uma notícia muito ruim do falecimento de sua avó, a quem ela estimava muito. Foi muito triste. E isso me fez pensar sobre coisas, em especial sobre meu comportamento diante de certas situações, por isso resolvi vir aqui para dizer que eu já fui emoção. Aliás eu era pura emoção, sabia? Chorar, por exemplo, fazia parte da minha vida. Chorava por tudo...chorava na escola, no parquinho, em casa... Chorei até quando um professor resolveu ler minha redação em voz alta para toda a classe e, pazmem! chorei até na apresentação final na minha monografia na faculdade. Até os 20 e poucos anos eu ainda chorava... menos, mais ainda chorava. Se bem que quando meu cachorro morreu eu não me lembro de ter chorado.
E daí por diante, conforme o tempo foi passando as minhas lágrimas secaram.
E hoje aos 30, choro menos ainda, quase nada, principalmente na frente de outras pessoas. Se choro em filmes? Sim, sim, claro, mas isso não conta. Na frente da televisão é outra história.
É engraçado como o tempo vai passando e vamos percebendo no que nos tornamos, ou em quem nos tornamos. Percebemos que as experiências que inundaram nossa existência ao longo da vida nos deixaram marcas. Se sobrou algo daquela menina doce e chorona?
Não sei. Às vezes me surpreendo com minha própria frieza. Defesa? Não...não diria defesa. Diria..... frieza mesmo.
Mas eu sou sensível, também. Às vezes até consigo ser amorosa. Sou carinhosa sim, pode acreditar.
Mas na maioria das vezes sou fria... Não sei explicar e não sei se você está me entendendo. Entende? Às vezes também sou um pouco sempre contraditória, de vez em quando.
Apenas não sei, ou não quero, demonstrar, mas de forma consciente, meus sentimentos.
Às vezes acho que eu nem os tenho!!!
É sim. Às vezes eu não tenho sentimentos. Não por uma pessoa, mas por fatos da vida, entendeu?
E acima de tudo não sei dizer coisas sensíveis. Meus Deus como eu não sei!
Definitivamente não sei consolar uma pessoa. Não choro quando é real, entendeu? Meus olhos até tentam e se enchem de lágrimas, mas imediatamente eu me corrijo. Não por nada, não que eu seja orgulhosa e coisa parecida. Simplesmente porque as coisas dificilmente me parecem tão cruéis. E é triste não achar nada cruel....
Um dia fiquei com ódio do meu computador no trabalho e fui chorar na sala dos fundos. Mas fui “pega” por um colega. O que eu senti? Ódio. Mais ódio ainda. Ódio por estar ali com ódio. Por ter sido desmascarada. Por ter sido descoberta.
Engraçado que antes eu não era assim, ou pelo menos pensava que não.
E assim meio sem perceber vou descobrindo que a cada dia que passa eu me torno outra pessoa dentro de mim mesma.

Quem Sou Eu


Motivada pela postagem do " Quem Sou Eu " (setembro), inspirado originalmente no blog http://eusousensivelsim.blogspot.com/, uma amiga se encorajou e decidiu tentar fazer o dela. Não é que conseguiu ??? Ficou ótimo, e nos enviou para colocarmos aqui no blog. Adoramos e agradecemos muito.

Esperamos que outros visitantes se sintam instigados a fazerem o mesmo , e nos enviar , seria muito divertido. Vamos tentar????

Quem Sou Eu

Sou da paz, já fui de briga.
Hoje só brigo quando vale a pena,
o pior que quase sempre vale .
Sou psicologia, dela me restou a percepção.
Sou sensibilidade, dos pés a cabeça.
Sou arrepio, grito, vibração.
Sou inverno, casaco, chocolate quente,
mas no verão, sou sol ,muito sol, cor de boto,
praia, se possível com grama sem areia.
Sou amiga, companheira até de baixo d'água,
ultimamente, mais água do que companheira.
Sou filmes, de muitas lágrimas.
Sou final feliz, se não for, sou também ,desde
que se tenha muito o que pensar e o que chorar.
Sou mulher, esposa,Amélia,amante.
Sou mãezona, sou Lara , sou Igo sempre!
Sou sofá, sou TV, sou me acabar de comer,
pra depois me arrepender!!!
Sou ficar a semana toda de regime e comer
tudo que cabe no fim de semana.
Penso na vida, mas não conto com possibilidades,
Sou amar as pessoas profundamente,sou grata,
sou carente, sou persistente.
Sou teimosa,sou falar alto, sou falar muito.
Sou ler muito, sou internet, sou TV á cabo.
Sou a lei do minimo esforço,não sou academia,
nem andar no parque, nem esteira.
Sou sonho,príncipe encantado, fada madrinha,
mas sou realidade, não se pode fugir dela.
Sou dormir de domingo, sou cerveja , sou
churrasco,sou cigarro.
Sou artesanato, sou country americano,sou da turma de quinta,
onde sou terapia, onde tenho amigas queridas, onde sou Pikena,
onde sou feliz!!!
Sou família,Pai, Mãe,Irmãos,Sobrinhos,filhos e tudo que vem com ela.
Sou muito minhas amigas,sou saudade.
Sou tudo isso,porém as vezes me esqueço de como é ser assim,
daí sou cansada, deprimida,sou a sombra de tudo isso que sei que sou,
ou que já fui um dia...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Divã


Olá,

Sábado (e domingo) eu assisti o filme "Divã", que aliás fazia tempão que eu queria assistir. E, como eu já imaginava, simplesmente AMEI. Sabe AMEI? Amei muito. É tudo que eu penso sobre a vida. Acho que temos que buscar sempre nossa felicidade, mas acima de tudo nossa liberdade, sermos livres, livres de tudo, entendem? Ter Liberdade absoluta de pensamentos, liberdade de prazeres, liberdade de espírito, livres de preconceitos. Talvez eu não seja assim tão livre quanto gostaria, (claro, né gente, estou bem longe da perfeição) mas é assim que eu acho que temos que ser. Enfim, achei cada frase do filme uma lição de vida. Amei, e nem poderia ser diferente, já que o filme foi baseado no livro "Divã" da Martha Medeiros. Que antes já tinha sido adaptado numa peça de teatro e agora virou o filme.

Bom, diante de tudo isso resolvi postar aqui para vocês um trecho do livro. Parece que estou vendo a Lilia Cabral na minha frente. Não deixem de ler, de comentar e de assistir o filme.

Bjs e 'bora' começar a semana.

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"Eu sei que falei em prazer gratuito semanas atrás, e sei o que vc pensa a respeito: nada é gratuito. Mas, por enquanto não consigo contrariar essa forte impressão de que a conta não virá. Se eu sinto alguma culpa, não é pelo o que faço às escondidas, não é culpa por estar me dedicando a uma experiência socialmente reprovável : é culpa por não sentir culpa alguma. Por estar achando tudo condizente com meu grau de exigência em relação ao aproveitamento do meu tempo, condizente com a minha fome, que nunca foi de comida, mas de vivência. A pergunta que mais faço é: pq não? Desde pequena, desde que tomei gosto pelo ato de respirar e me senti atraída pelos dias que estavam por vir, horas repletas de novidade, desde que eu despertei para a leitura e que passei a sentir o sabor das coisas de uma forma muito entusiasmada, desde que eu soube que podia pensar e que o pensamento era livre, que dentro do meu pensamento ninguém poderia me achar, desde que meus seios cresceram e eu descobri que pessoas tinham cheiro, desde lá até aqui eu me pergunto: pq não me oferecer para aquilo que não fui preparada? Eu tenho as armas de que necessito para me defender, e mesmo que eu perca, eu ganho, já perdi algumas vezes e sei como funciona a lei das compensações. Quero acolher com generosidade o que em mim se manifesta de forma incorreta. Não vou pedir permissão aos outros para desenvolver a mim mesma, mando no meu corpo e em tudo o que ele confina, coração incluído, consciência incluída. Talvez eu esteja com receio de ter ido longe demais desta vez e esteja preparando a minha defesa, caso alguma coisa não saia como esperado. O que eu espero? Não espero nada, espero tudo, estou à deriva nessa aventura. Eu queria cristalizar esse momento da minha vida, mas estou em alta velocidade, e não sei se quero ir adiante, só que eu não tenho opção. Acho que é isso. Eu tinha opções, agora não tenho. Não consigo parar esse trem."

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