
"Duas de mim.
Às vezes três.
Quatro... cinco... Seis.
Sou uma por mês.
Me diversifico.
Tem horas que grito.
Vivo num conflito.
Mostro ao mundo minha dor.
Outras horas, só sei falar de amor!
A mais romântica .
Melodramática .
Estática .
Chorosa e nervosa.
Carente e decadente .
Vingativa e inconseqüente !
Aí quando menos me percebo
Me transformo em mulher cheia de medo.
Cheia de reservas ...
Coberta de sutilezas.
Séria e sem defesa .
No minuto seguinte
No papel de mulher fatal.
Viro logo a tal !
Aí sou dona do mundo.
Segura e destemida.
Altiva e atrevida.
Rasgo meus segredos ao meio.
E exponho num roteiro.
De poesia ou texto.
Agrido, inflamo .
Conto o que ninguém tem coragem de contar!
Explico detalhes que é bom nem lembrar
Sou assim Várias de mim
Sorriso por fora
Angústia toda hora
Por dentro um tormento
No rosto nenhum sofrimento
No corpo uma explosão de prazer
Nos olhos, meu desejo deixo perceber
Melhor nem me conhecer
Fique com minhas letras
Com as minhas palavras
Na vida real sou bem mais complicada
Sou mil e quem tentou, descobriu
que viver ao meu lado
É viver dentro de um campo minado
Prestes a explodir
Mas quem esteve nele
Nunca quis fugir ..."
Uma amiga me disse
que ao ler esse texto, pensou logo em mim !
Então me enviou e eu guardei, pois na verdade tenho uma certa dificuldade em me definir, e por também não concordar com alguns itens e principalmente com o final , pois muitos já quiseram e fugiram sim desse campo minado, e é possível que ainda haja alguns remanescentes , rsrs.
Hoje arrumando umas coisinhas , encontrei e tornei a ler ...pensei e resolvi postar .
Desconheço o autor , se alguém o identificar me avise para dar o crédito.